ViVEndO dEPrEsSA: da nossa virtude tenho simplesmente o prazer de encontrar o absurdo que não posso conter em seus olhos. Ao olhar o mundo ví uma centena de figuras idiossincráticas e de convenções patéticas. Não posso me caber sem dizer o jargão que ouço repetidas vezes para demonstrar que não cabe o que se nos propõe.


























 
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o dEviR >>>
BRUNO GODINHO
 
Sexta-feira, Março 26, 2010  

Minha tia, meus sonhos..



Descobri, no fim dos sonhos deste março, que nunca é tarde pra dizer o quanto uma pessoa é especial.
Descobri que ver estrelas é só o começo.
Descobri que em você nasceu a melhor parte de mim.
Se pouco resta, se falhei, não foi você que ensinou.
Porque foram por seus olhos verdes que eu descobri que o mundo tem muitas cores para que cada um pinte da sua.
E da lembrança resta colorida a admiração. Como se toda sua imperfeição fosse o certo retrato de como se pode ser exemplo perfeito.

Já tenho tantas saudades de ver estrelas contigo...
Hoje ficou cinza.


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26.3.10 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Março 02, 2010  

Viver é agora



O nosso lugar no mundo é esse em que estamos agora...



Ser feliz agora, não amanhã, não depois. Ser feliz com o que nós somos, ser amado com o que temos e conseguimos. O incrível faz-de-conta do contente não é, porém, o mais sensato dos mundos em que devemos nos meter. Acho que encontrar o que há entre um pé e outro é o fundamento e sedimento de uma vida feliz. O que existe entre nossos passos, sejam eles seguros ou inconstantes é o que podemos chamar de viver. Não deveríamos tanto pensar no futuro do buraco mais a frente e nem sentir que os passos detrás foram mais felizes. O tempo passa sem muito perguntar, como uma escada rolante que nos leva sempre pra frente. E, se temos o que nos encontrar em cima ou baixo, apenas o tempo vai dizer. Esse é o sentido do plantar, porque lugar nenhum é futuro, e nunca foi nada menos que expectativa. Sentir o ar nos pulmões, sim, é presente. Olhar pra frente é agora. Lugar no mundo é pisar no chão. Apenas isso somos, apenas disso vivemos. Vê os terremotos e enchentes e tsunamis? Nada temos senão a vida e o presente. Isto sim é o que ganhamos de mais valioso: estar aqui.

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2.3.10 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010  


Mesmo caminho



Como se todo sentido começasse neste suspiro anterior de uma verdadeira e simples reverberação de ecos do passado. Há quem possa achar uma certa liberdade em estar corretamente disposto no centro de um camino que leva a muitos outros por pontes já cobertas e caminhos desbravados. Pode ser que exista quem nunca pode ver o que se mostra em tantas estradas diferentes e até pode ser que nem todos saibam recomeçar poque isso implica reinventar um algo tão sedimentado. Quando a gente refaz quase sempre faz de novo tudo pelos caminhos mentais que nós já conhecemos. Coisa de quem realmente aprende por repetição. Esquecer, ademais, é um algo muito peculiar a quem entendeu mas não compreendeu. Como se todas as línguas do mundo fossem formadas de repetições abstratas de seus imitadores. Tudo é um pouco de língua e mímica e pode ser dito de outra forma. Basta querer remotar o quebra cabeça todo começando da última peça que foi colocada. O problema é quando o quebra cabeças muda de forma.


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1.2.10 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sábado, Janeiro 09, 2010  
Para começar o ano.
Ser eterno pode ser o bastante..




Eterno



E como ficou chato ser moderno.
Agora serei eterno.

Eterno! Eterno!
O Padre Eterno,
a vida eterna,
o fogo eterno.

(Le silence éternel de ces espaces infinis m'effraie.)

— O que é eterno, Yayá Lindinha?
— Ingrato! é o amor que te tenho.

Eternalidade eternite eternaltivamente
eternuávamos
eternissíssimo

A cada instante se criam novas categorias do eterno.

Eterna é a flor que se fana
se soube florir
é o menino recém-nascido
antes que lhe dêem nome e lhe comuniquem o sentimento do efêmero
é o gesto de enlaçar e beijar
na visita do amor às almas
eterno é tudo aquilo que vive uma fração de segundo
mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma
[força o resgata
é minha mãe em mim que a estou pensando
de tanto que a perdi de não pensá-la
é o que se pensa em nós se estamos loucos
é tudo que passou, porque passou
é tudo que não passa, pois não houve
eternas as palavras, eternos os pensamentos; e
[passageiras as obras.
Eterno, mas até quando? é esse marulho em nós de um
[mar profundo.
Naufragamos sem praia; e na solidão dos botos
[afundamos.
É tentação a vertigem; e também a pirueta dos ébrios.
Eternos! Eternos, miseravelmente.
O relógio no pulso é nosso confidente.

Mas eu não quero ser senão eterno.
Que os séculos apodreçam e não reste mais do que uma
[essênciaou nem isso.
E que eu desapareça mas fique este chão varrido onde
[pousou uma sombra
e que não fique o chão nem fique a sombra
mas que a precisão urgente de ser eterno bóie como uma
[esponja no caos
e entre oceanos de nada
gere um ritmo.

(Carlos Drummond de Andrade)


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9.1.10 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quinta-feira, Dezembro 24, 2009  

Feliz Natal!





Vamos viver o sonho e a certeza que o mundo pode sempre ser melhor? E nesse caminho descobrir que as coisas boas estão conosco? Por que a vida dura o quanto vive a certeza do sentimento nos corações que amam, né? Tudo isso é tão passageiro que não podemos deixar que os bons momentos passem sem termos aproveitado pra sorrir e viver.
O natal está no coração, pow!


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24.12.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Dezembro 08, 2009  

Vende-se felicidade



Tem coisas que a gente não pensa direito e acha que é normal em um punhado de outras coisas que nem de longe se parecem. A vida é tão loucamente detonada nestes jogos de pensamentos incongruentes e sem palpite certo. Como se de repente uma regra qualquer do Banco Imobiliário fosse aquela que vai definir sua vida nos próximos muitos anos. E é jogo em casa, com a cabeça, com a bomba atômica, com a economia mundial. O pior de tudo é que as pessoas aplicam regras de novela aos próprios sentimentos e até acham que só vão ser felizes quando encontrar o galã num carrão prateado logo ali. E isso tudo só as faz mais tristes e sem rota. Olhar pra o lado num supermercado lotado deveria ser rotina pra muita gente. Ali é que nós vemos que ser gordinha, carrancuda, acinzentada, estranha, temperamental é que é o normal. Ser ordinário é que é a verdade. O resto é exceção.
Revista, televisão, internet, cinema vende pessoas bonitas porque é isso que as pessoas querem ver. Lei de mercado. E ficar buscando um ideal inatingível é algo angustiante. Não que as pessoas deixem de ver nos seus potenciais um motivo pra buscar sempre o melhor pra sí. Mas viver em um mundo achando que o melhor sempre virá é limitador do real sentido do presente que é apenas o que se apresenta e o que há de ser.
Sem mágica não há vida, tudo bem. Mas a verdadeira magia do dom de respirar pode ser exatamente o que nisso tem de potencial. E não ficar aprisionado na jaula do que não pode ser por falta disso ou daquilo. Dinheiro, beleza não traz felicidade, é certo. Porque nada disso garante que o que há de verdadeiro nesta condição é de que você será uma exceção num mundo de pessoas de beleza mediana e de classe média. Vai ser perseguido por pessoas que por você se apaixona ou lhe querem tirar dinheiro. Isto pode ser felicidade para aqueles que acham que ela deve ser comprada. Mas o que as pessoas mortais só sabem muito tarde é que ela é muito mais uma disposição do que algo mágico. Neste sentido olhar para o lado pode ser bem revelador. Não há ninguém no mundo que saiba mais o que é felicidade do que nós mesmos. E isso não está na prateleira.


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8.12.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Segunda-feira, Novembro 23, 2009  


Ser grande



O mundo pode estar perdido no olhar de um futuro que não vai além de nossa própria capacidade de pensar em metros por segundo de uma trajetória linear. Não, ele não vai ao redor do Sol passando sempre pelo mesmo caminho. A trajetória é elíptica e vai pelo espaço como uma mola. Sim, as possibilidades são muitas. Mas não é porque estamos presos à Terra pela gravidade que tudo deve rodar nas suas brincadeiras ao redor do seu astro rei. O que é mesmo uma reverência ao seu mestre que flutua nas pontas das galáxias e tem o mesmo desejo de pertencer a esta realeza estelar. Um pontinho no pontinho do pontinho do universo é o que nós somos nessa brincadeira de astros. Mas nós temos nosso próprio eixo! Um brilho no olho de quem se vê fazendo parte disso tudo e ainda assim se sente grande. Ser grande pode significar ser do tamanho do universo. E todo mundo tem um dentro de si..

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23.11.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Domingo, Novembro 15, 2009  


Futuro?



Eu invisto no futuro
E não sei qual
O que não tem aviso
Desde sem tomar aquilo
O que não pode ser isto
Sem a multiplicação dos pães
Sem moto azul listrada

Em cima do cume do monte da festa
Sobre todos os olhares, diga
O futuro inexiste sem o presente
Ou mesmo ele não existe se é apenas instante
Sem métrica como esta poesia
Sem passado como os desvalidos
Sem modo de nascer, senão quando plantado.

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15.11.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quinta-feira, Novembro 12, 2009  

Será que o que era curta era a roupa?





Texto muito apropriado que me enviaram...
Dá pra sentir o quanto tudo isso nos interessa quando pensamos nas nossas próprias atitudes. Preciso dividir:

A turba da Uniban

As turbas têm um ponto em comum: detestam a ideia de que a mulher tenha desejo próprio. NA SEMANA passada, em São Bernardo, uma estudante de primeiro ano do curso noturno de turismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo) foi para a faculdade pronta para encontrar seu namorado depois das aulas: estava de minivestido rosa, saltos altos, maquiagem -uniforme de balada.
O resultado foi que 700 alunos da Uniban saíram das salas de aula e se aglomeraram numa turba: xingaram, tocaram, fotografaram e filmaram a moça. Com seus celulares ligados na mão, como tochas levantadas, eles pareciam uma ralé do século 16 querendo tocar fogo numa perigosa bruxa.
A história acabou com a jovem estudante trancada na sala de sua turma, com a multidão pressionando, por porta e janelas, pedindo explicitamente que ela fosse entregue para ser estuprada. Alguns colegas, funcionários e professores conseguiram proteger a moça até a chegada da PM, que a tirou da escola sob escolta, mas não pôde evitar que sua saída fosse acompanhada pelo coro dos boçais escandindo: "Pu-ta, pu-ta, pu-ta".
Entre esses boçais, houve aqueles que explicaram o acontecido como um "justo" protesto contra a "inadequação" da roupa da colega. Difícil levá-los a sério, visto que uma boa metade deles saiu das salas de aula com seu chapéu cravado na cabeça.
Então, o que aconteceu? Para responder, demos uma volta pelos estádios de futebol ou pelas salas de estar das famílias na hora da transmissão de um jogo. Pois bem, nos estádios ou nas salas, todos (maiores ou menores) vocalizam sua opinião dos jogadores e da torcida do time adversário (assim como do árbitro, claro, sempre "vendido") de duas maneiras fundamentais: "veados" e "filhos da puta".
Esses insultos são invariavelmente escolhidos por serem, na opinião de ambas as torcidas, os que mais podem ferir os adversários. E o método da escolha é simples: a gente sempre acha que o pior insulto é o que mais nos ofenderia. Ou seja, "veados" e "filhos da puta" são os insultos que todos lançam porque são os que ninguém quer ouvir.
Cuidado: "veado", nesse caso, não significa genericamente homossexual. Tanto assim que os ditos "veados", por exemplo, são encorajados vivamente a pegar no sexo de quem os insulta ou a ficar de quatro para que possam ser "usados" por seus ofensores. "Veado", nesse insulto, está mais para "bichinha", "mulherzinha" ou, simplesmente, "mulher".
Quanto a "filho da puta", é óbvio que ninguém acredita que todas as mães da torcida adversa sejam profissionais do sexo. "Puta", nesse caso (assim como no coro da Uniban), significa mulher licenciosa, mulher que poderia (pasme!) gostar de sexo.
Os membros das torcidas e os 700 da Uniban descobrem assim um terreno comum: é o ódio do feminino -não das mulheres como gênero, mas do feminino, ou seja, da ideia de que as mulheres tenham ou possam ter um desejo próprio.
O estupro é, para essas turbas, o grande remédio: punitivo e corretivo. Como assim? Simples: uma mulher se aventura a desejar? Ela tem a impudência de "querer"? Pois vamos lhe lembrar que sexo, para ela, deve permanecer um sofrimento imposto, uma violência sofrida -nunca uma iniciativa ou um prazer.
A violência e o desprezo aplicados coletivamente pelo grupo só servem para esconder a insuficiência de cada um, se ele tivesse que responder ao desejo e às expectativas de uma parceira, em vez de lhe impor uma transa forçada.
Espero que o Ministério Público persiga os membros da turba da Uniban que incitaram ao estupro. Espero que a jovem estudante encontre um advogado que a ajude a exigir da própria Uniban (incapaz de garantir a segurança de seus alunos) todos os danos morais aos quais ela tem direito. E espero que, com isso, a Uniban se interrogue com urgência sobre como agir contra a ignorância e a vulnerabilidade aos piores efeitos grupais de 700 de seus estudantes. Uma sugestão, só para começar: que tal uma sessão de "Zorba, o Grego", com redação obrigatória no fim?
Agora, devo umas desculpas a todas as mulheres que militam ou militaram no feminismo. Ainda recentemente, pensei (e disse, numa entrevista) que, ao meu ver, o feminismo tinha chegado ao fim de sua tarefa histórica. Em particular, eu acreditava que, depois de 40 anos de luta feminista, ao menos um objetivo tivesse sido atingido: o reconhecimento pelos homens de que as mulheres (também) desejam. Pois é, os fatos provam que eu estava errado.

(Contardo Calligaris)

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Ou era a mente deles?

12.11.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quinta-feira, Novembro 05, 2009  


A gente é que complica



Coisas boas são bem mais simples que uma aquitetura de esquemas de felicidade. Na verdade querer o melhor para si é algo comum a todos. O que a gente quer mesmo é que as coisas sejam mais fáceis, as pessoas mais claras, as oportunidades mais certas. Enfim, nada muito complicado. Basta combinar com o mundo todo..

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5.11.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Domingo, Novembro 01, 2009  

Xô preguiça!





Sim. Se todo mundo pudesse se encontrar fazendo algo que realmente quisesse, então seriamos todos felizes? Não sei. As pessoas querem muitas coisas, e a maioria quer coisas que não lhes pertence ou que não sabem fazer. É que as pessoas querem ganhar a vida no mole, sem fazer muita coisa. Como nos filmes e novelas em que tudo simplesmente se resolve num passe de mágica. A maioria dos que eu conheço não sabe o que fazer, ou melhor, quer ganhar na Mega Sena. Mas até pra isso tem que ter um pouco de talento, não é? Pra ser sortudo tem que ter nascido de quina pra lua e isso não é pra qualquer um. Não vou mentir que o desejo é algo realmente tentador e que a gente perde mesmo tempo pensando em como tudo seria mais fácil se acertassemos as dezenas mágicas ou se todo mundo fosse um pouco mais igual a nós, ou se as pessoas se deixassem levar sem muito questionar pelas nossa lógica ou segundo o nosso jeitinho de ver o mundo. O que as pessoas esquecem é que mesmo para que as coisas caiam do céu, a gente tem que tido, pelo menos, o trabalho de balançar a árvore. Por que voar, mesmo, a gente não consegue sem ter entrado em um avião. E isso pode fazer a diferença pra quem tem medo.
Na vida tem, também, é claro, os que sabem o que querem e estes, ainda assim, podem não estar no lugar em que desejam. Há de se ter algumas pitadas de talento e sinceramente ser bom no que faz. Mas a porção de vocação e de força de vontade é bem maior. Parece que o sucesso é um pouquinho de sorte, uma pitadinha de talento e muito, mas muito mesmo, de suor.


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1.11.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Outubro 27, 2009  

O incrível mundo do não-sei-o-quê





Toda busca começa com um indagação. O encontro com uma feroz pode levar a caminhos que não podemos prever ou até mesmo deixar que tudo escorra em vãos momentos de desconcerto. Afinal, de que vale saber muita coisa se no universo tudo pode ser questionado? Talvez mais saber seja exatamente menos poder intervir. E se Bourdieu estiver certo, os intelectuais não servem pra muita coisa. Ele defendia um tipo de pensador que deixasse o mundo das ideias e viesse encontrar o mundo real tão carente de boas intervenções. Mas tudo pode ser uma grande hipótese furada se dissermos que mesmo a Rainha de Copas do País das Maravilhas tem algo de decididamente humano. É que sempre queremos dotar as coisas dessa humanidade que nos incomoda e até mesmo coelhos e cartas podem se perder sendo tão humanos. Transcender pode significar mesmo perder a inocência ou se perder em caminhos sem volta de uma mente que exorbita o próprio cárcere de seu corpo. Sair do Mundo das Idéias e dar de frente com tanta resistência pode ser o maior encontro com algo que podemos chamar de limite intransponível. Isso a gente pode ver só lendo uns livrinhos de história: nenhuma ideologia resistiu ao seu encontro com a realidade. Decididamente cruel o que não tem existência nas nossas próprias fantasias tão desprovidas de chão quanto a areia é carente de ligação. Se podemos encontrar qualquer centro de gravidade nisso é porque realmente sabemos que isso é verdade e nos arrasta para as conclusões mais redondas e vazias de paixão juvenil. É o que acontece quando a gente fica velho: a gente sabe como as coisas são e deixa de querer mudar o mundo. Esta tensão entre o que é velho e o que é novo pode se resumir, muitas vezes, nesta queda na realidade que nos arrasta, a todos. Afinal a gente cresce e envelhece todos os dias. A força da gravidade parece realmente invencível se temos que sustentar todo um universo de partes e futuros. E isso acontece também com os nossos sonhos e ideologias: tudo envelhece quando sabemos que o futuro se reinventa cada dia mas se mantém tão ligado ao nosso instinto de autopreservação ou à realidade das nossas limitações. Isso não é tão simples assim, mas é fato. E contra fatos, não há argumentos.


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27.10.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

 

Coisa de mulher




Já vi tanto isso..

Estar atenta é uma grande questão. Como é gostoso não deixar que o friozinho da barriga nunca morra. Lembrar de tanta coisa com o cinismo de quem não tem como dizer de outra forma. Pobre menina a que não tem sonhos cor-de-rosa e não se deixa levar pelos seus medos. E se encontra um rapaz daqueles que a deixa bamba porque a deseja com verdade e a ama com todo o corpo, então no mundo não há mais nada. Afasta-se dos amigos, deixa a família e vai ser feliz sem muito questionar. Homem alto, forte e racional, representa a figura que a deixa segura e que sabe, inconscientemente, que é seu dono e protetor. O olhar perdido como o de todo garoto, a sua mão firme e a certeza palpável do que se passa em seus pensamentos. Cabeça fria para um corpo quente e forte que vai envolvê-la e dominá-la e espetá-la e tudo mais. Como é bom alguém para se encaixar...


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27.10.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Segunda-feira, Outubro 26, 2009  

Culpa da mulher





Andei me perguntando o porquê de não ter um dia do homem e por que nem é indispensável ter o nome do pai na carteira de identidade e ainda assim vivermos dias melhores hoje. Na verdade é meio evidente o fato de que tais porquês estão escondidos no centro de nossa cultura e o porquê de jogos de futebol despertarem tanta atenção, a despeito da total demonstração feminina da sua completa falta de novidade, é um exemplo. Aliás, atividade física é coisa de homem, tenho certeza. A disputa em si, o esforço físico, a ambição, o racionalismo da derrota não tem nada de redondo ou de amplo, muito é produto da testosterona. E a nossa sociedade é toda suspensa pelos cabos destas formações e regras. Todo o jogo, inclusive o político, é fruto da vontade do homem de competir, de vencer, de, mais que isso, derrotar. É quando surge o questionamento acerca desta necessidade de reproduzir o aspecto inicial desta formação arquitetônica que é construir um eterno jogo que começa e recomeça e sempre está por começar. Neste perde-ganha tem guerra que começa, tem acumulação de dinheiro, inteligência artificial, ciência, discussão filosófica.
Interessante é que somos assim porque somos. Ou seja, se chegamos até este ponto nestes termos, a esta altura do campeonato, é porque tudo o que foi feito está feito e temos que admitir que muito disso é fruto da vontade do macho de prevalecer. Se isso tem fundamento biológico ou é apenas uma certa vontade ou argumento forte que se perpetuou, nós não sabemos neste momento. Mas, é forçoso admitir que solidariedade e emancipação existem porque também fazem parte do jogo, mas não parecem ter sido introduzidos pelo caçador ou pelo jogador – o homem. Dizendo em outros termos, o homem morre mais cedo que a mulher e os jogos de futebol são, no final de tudo, imperfeitos porque nem sempre o melhor ou o mais bonito ganha. Ou seja o que tem de novidade nestes tempos, apesar da sempre presente violência, ou fundamento da maldade, é que o fato de estarmos derrotando os pressupostos da competição desmedida têm a ver com a solidariedade no aspecto em que ela feminina e com a incerteza.
Nós nunca vamos poder prever o que pode sair da boca de uma mulher nem o quanto isso ou aquilo importam para elas. É o que dizem e talvez tenhamos prova disso. Mas, o que parece que temos de verdade de evolução nestas últimas eras de “desenvolvimento” é fruto da solidariedade. Convém perguntar se seria ela uma contribuição feminina para o perde-perde que, no final, é um jogo que tem como pressuposto a derrota do outro, ou até a sua aniquilação. O capitalismo é assim, a violência só tem levado a isso. E se isso nos intriga é porque estamos tão envoltos nesta capa de modernidade que até podemos nos julgar menos viris que os homens de antigamente, que, a rigor, tinham mesmo muitas mulheres e poder, inclusive sobre a vida e a morte de alguns, o que podia incluir até a sua família.
Hoje é a mulher quem manda em casa e fora dela tem se mostrado evidentemente importante quando pensamos em emancipação ou solidariedade. O mesmo é mais difícil de ver quando elas têm que demonstrar seu sangue no olho para os negócios monopolistas ou até para tratarem de política quando o que se exige é ação rápida e decisões duras. Talvez a sua contribuição para a nossa realidade seja exatamente o que há de mais moderno e característico destes nossos tempos: nós não podemos mais subir se isso significar passar por cima de outros. Ou seja, a competição e a vitória implicam um acordo que tem fundamentos nos princípios da solidariedade.
Parece que o mundo está ficando mais feminino e isso tem sido a grande descoberta dos nossos tempos, nossa principal evolução. Mas isso na verdade não quer dizer que estamos melhores sempre ou que, isso, seja uma verdade incontestável. Aliás, tentar entender o mundo todo nestas poucas, rápidas e mal-articuladas palavras é uma pretensão sem tamanho. Fruto da minha condição masculina de achar que pode e sabe tudo. O que, no entanto, podemos ver é que a proporção de incerteza e de intuição tem sido maior nesta panela. Mesmo porque, tudo parece ser mais saboroso quando é mais surpreendente. Como numa partida de futebol, que atrai exatamente por sua grande proporção de surpresa. A gente sabe que nem sempre o time que joga mais bonito é o que ganha. Aliás, ganhar e perder podem nem mesmo importar diante de um estádio repleto de homens gritando em coro a sua paixão pela bandeira de seu time ou seleção. E estas coisas são conquistadas não pelo número de títulos, afinal não são os times mais vencedores que têm o maior número de torcedores. Importa, sim, fazer parte de um grupo, de uma família e de uma identidade. E isso se constrói com solidariedade e empatia: coisa de mulher!


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26.10.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Outubro 20, 2009  

E o Parangolé cumpriu-se



Em 16 de outubro de 2009, um incêndio destruiu cerca de duas mil obras do artista plástico Hélio Oiticica - aproximadamente 90% do acervo (avaliado em US$200 milhões), que era mantido na residência do seu irmão, no bairro do Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Além de quadros e dos famosos "parangolés", no local também eram guardados documentários e livros sobre o artista.(O Globo)



De derradeiro, a mesma anti-arte que representa foi o que se cumpriu no fogo que consumiu tais bandeiras da forma negada. O que, embora, as lamentações possam esquecer é que Os Parangolés do Oiticica só chegaram ao seu exaurimento com o fogo que os consumiu nestes dias de outubro de 2009. Nem o seu artista, já no seu estado de pó a tanto tempo, imaginava o quão redondo é este fim. A arte não foi preservada no formol para a posteridade. O que os Parangolés que pegaram fogo têm a dizer sobre a sua própria finitude é o que o próprio Hélio Oiticica tinha a dizer sobre a arte: os artistas que fundam novas relações estruturais na arte fazem surgir novos olhares sobre o tempo e o espaço.
O Parangolé não podia ser exposto como uma pintura convencional, ele tinha que ser tocado e, mais do que isso, vestido. O corpo lhe dava uma forma sempre diferente e o próprio ato de usá-lo já surgia como uma transformação evidente, o que é uma característica essencial da dança. A obra de arte existia plenamente apenas com a participação do corpo. Ele não podia mais nada fazer além de mostrar-se com as novas formas que lhes eram dadas. Neste sentido, a própria afirmação de Hegel, que o Oiticica tomou pra si, toma um novo sentido nestes tempos de nada-mais: "o homem, na medida em que quer ser efetivo, tem que existir e, para isso, deve limitar-se. Quem tem demasiado desprezo pelo finito não chega a efetividade alguma, permanece no abstrato e consome-se a si próprio". O próprio fundamento destes objetos era servir de ato expressivo direto que se exaure e existe apenas nesta linha intangível que deve ser o presente - dito como o da fenomenologia. Como uma palavra que se esgota e se perde no ar, os Parangolés foram consumidos e deixaram de ser arte estática. E aquilo que se prende na memória foi apenas as sensações de quem o viu e os seus relatos. Como a tradição e a arte que nasce e renasce a cada novo olhar.
Com fogo e respiração a própria existência se consome a cada momento como as nossas vidas com cada ato de puxar o oxigênio que nos dá vida e nos enferruja e mata ao mesmo tempo, da mesma forma que traz o fogo que consumiu a arte de Oiticica. Portanto até podemos dizer que o fim trágico tenha lhe dado melhor interpretação que a ferrugem, afinal o que o Parangolé queria significar era o fim da obra de arte como mera exibição ou conteúdo representacional. A sua pintura queria sair para o espaço, como ele mesmo dizia, e neste sentido as cinzas que se misturaram ao ar quente, cumpriram esta missão, esquecendo-se de sua individualidade para se fundirem à totalidade do que os cercava. Neste sentido, então, devemos clamar que se tombem os escombros e mandem vir os críticos de arte! As cinzas dos Parangolés ressurgem como o principal legado de Hélio Oiticica refazendo-se e compondo o novo transobjeto em que se transformaram, transcendendo e extrapolando o âmbito da visibilidade para virar concreto, exatamente o que o seu descobridor queria.



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20.10.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sexta-feira, Outubro 09, 2009  


Quase amanhã



O colecionador de bicicletas antigas tinha uma covinha tão lindinha quando sorria. Mas ele quase escorregava feio quando confessava que fugia pra casa em vez de desajeitar todo mundo com aquele sorriso matador. Fungava em várias garotas antes que pudesse dar de cheiro o próprio pescoço e poderia até nem mesmo se permitir estar tão longe de casa e ainda assim se deixar queimar pelo que exalava de tantas meninas. E tinha muitas coleções de seguidoras a quem devotava conversas animadas e sem sorriso, pois tinha vergonha das covinhas que todas esperavam ver replicadas infinitamente na cara delas e subindo pelas paredes. Menino de covinhas animadas que deixava mesmo os garotos desconcertados e caminhava sem muito por os pés no chão festejando-o com rodas e muitas iluminações que ele mesmo botava nos raios niquelados.
E tinha muitas tantas e tão coloridas que se fosse permitido deixar que passasse sem ter merecido uma olhada, o dia seria cinza e as covinhas transtornadas pelo liso dia absurdo iria emergir em chuva e ele mesmo iria querer ficar em casa. Eita menino que faz falta! Dizia a tia do salgado só por ter deixado que ele passasse sem graça da vida que não podia acudir a tantos olhares açucarados e felizes por sua presença. Como ainda em dias alvos como o desejo incontido de estar sempre a fazer o que lhe pediam para ser o mais amado e predileto de todas elas, tão ávidas da poesia que ele transparecia por ser mesmo ele a medalha com que a vitória dos dias belicosos sumia na graça de apenas estar sem muito querer nem poder. Era apenas e continuava sendo, como os acordes dedilhados no violão pouco tinham de canção.
Por isto corria alegremente e sem mesmo dar o sorriso que todos esperavam, espalhava tanta felicidade que, ainda, podia se ver de longe arredondada em cima da bicicleta rosadinha iluminadinha e toda cheia de muitas luzinhas coloridas quase podendo elas mesmo sorrir para quem passasse. Tinha olhos e face que nunca adoeciam da energia que tinham de bicicletas e da sua natureza de poder quase flutuar como os helicópteros do vizinho.
Era quando o dia podia ser percorrido tão de perto que a música surgia dos acordes desencontrados. Menino doce de covinhas engraçadas servia a todos e quase tinha natureza de anjo, não fosse o seu quase quase tudo. Podia quase caminhar por sobre todos e quase beijar tantas garotas. Podia quase fazer muitos gols pois era algo habilidoso no ataque do time da escola. Tinha sempre algo que não se esgotava e não chegava ao fim, mesmo os livros que começava nunca conseguia terminar porque ainda eles poderiam se perder em tão justa simplicidade absurda que é apenas começar e terminar. Era quando ele quase chegava a cair e rolar no chão com tanta coisa que podia dizer, não tivesse vergonha. Podia até achar que o mundo era seu e a felicidade acontecia. Também, no quase sorriso que despertava era mesmo ele alguém que enriquecia o mundo de um grande e luminoso poder, como os super-herois tinham nas mãos e demonstravam impressionantemente tocar em tantas formas mágicas. O vento na cara e as covinhas com sua aerodinâmica de coisas tão legais e fortificantes era como podia deslizar pelo mundo com a sua bicicleta voadora e muitas outras que se atiravam ao seu pescoço cheiroso logo na primeira hora da segunda-feira.
A definição de todas as quase aventuras que vive sempre é estar sempre perguntando o que o faz tão diferente dentre tantos se existem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Se tinha medo de coisas que não conhecia e não gostava de ficar sozinho em lugares que conhecia bem, talvez quase tivesse que ser ele mesmo tão encantador quanto podia deixar ser. Somente a sua presença podia encher muitas páginas de elogios e coisas apaixonantes sobre como garotos podem deixar apenas que a vida continue em jogos e brincadeiras e como apenas o fato de estar tão perto de algo que poderia ser uma quase vitória podia mesmo ser algo parecido com felicidade. Quantas bicicletas ele tinha mesmo? Eram bem umas 4 e meia. Porque ele quase tinha a preferida quando andava na bicicleta do avô no domingo pela manhã. Assim ganhava a vida o garoto das tantas bicicletas e o vento na cara não deixava ele negar o quanto era tão mais certo do que achava ser. Era isso quase felicidade, porque amanhã teria que decidir o que queria ser de novo no teste que iria definir pra que ele servia. Afinal até a tia do salgado tinha certeza que ele tinha um futuro brilhante e ele quase sabia qual era, quase.


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9.10.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quarta-feira, Outubro 07, 2009  
Todo mundo tem uma..




A filosofia da mulher-dama



Contando a história de todas as que não as tem. Sem mesmo menos, nem porém. E todas elas são tão belas quanto as que não têm o que dizer sobre tudo o que nelas estava vivo. Tanto viço e malícia em uma só carne. Deliciosa carne de tantos homens. Doce, amarga e coalhada como mesmo todas as suas discussões sobre política e música e religião. Ela nem mesmo tinha uma e nem assim era diferente das outras. Era somente ela e a sua boca enorme de cão faminto sem dente que não tinha a semente do porquê. Urra mas não geme como em seu ofício, porque o seu dedo tem mais sensibilidade à topadas que o das demais. Tantos dedos. Podia nem ter alguns porque os olhos vivos compensavam aquela presença sem sentido e redundante. Boas ancas, ademais. Bem notadas as carreirinhas e outras tantas sobre a mesa com as pernas abertas e o céu todo a desnudar as partes íntimas e sem pudor. Todos convidados a entrar nessas vergonhas para nelas procurar a sua própria e sem achar, apenas sucumbir ao que vem entrando sem saber a demora que é não ter no peito a certeza de que, nem mesmo elas, sairiam daquele local sem estar completamente assadas e com todas aquelas excreções depositadas com gemidos e palavras sem ridículo e tudo mais. Além de surpresa e muito destemor do que deixa levar pode ser mesmo uma nova linguagem e mesmo porque não estar alí pode ser até uma saída para tantas humilhações, que elas sofreriam se tivessem vergonha na cara. Mas não têm. No entanto, têm tantas carnes e abundância de tantas outras artimanhas que mesmo podiam caminhar sem muitos passos para um novo saber e fazer dele a sua própria arte. E fazem com muita engenharia demorada e labutada em todas as tantas poucas noites em que o lupanar está aberto como elas mesmas a visitações. Bebe muito pra procurar porquê e receber tapa e puxão de cabelo e verga na cara e no traseiro uns tapinhas. Muitas coisas limpinhas e sem muita poesia. Era a explicação que tinha sobre a vida: ela era assim e caminhava todas as manhãs entre as moças direitas do calçadão. Sem maquiagem tinha pouco de si mesma, mas se parecia com alguma de bem. Talvez quisesse viajar no feriado. Não podia porque o brega ia abrir e ela própria iria estar cavalgando uma hora dessas naquele homão que olhara pra ela noite passada. Ele nunca a pertenceria, entretanto, todas as estrelas daquele céu de brigadeiro lhe sussurrariam a beleza dela mesma: era mulher da vida com Vê maiúsculo, dama da noite e sua amazona. A de tantos homens de cabeça vazia, de todos eles a mulher a quem prestam a homenagem na cara, sem vergonha e em voz alta.



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Tags: PQP - Daspu

7.10.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

 
Não existe quem não ame
Um sorriso doce e encontre
Devoção feliz em ser doce
Em alguém especial, um cristal
E felicidade e vida!!

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7.10.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sexta-feira, Outubro 02, 2009  


Yes, we créu!



O sentimento de vitória bem colocado no meio do que não devemos esquecer. Temos muitos problemas sim, será que podemos?

O presidente me fez chorar com sua ode sobre o reconhecimento do Brasil como um país de primeira classe. Mas temos muito em que investir neste sempre país do futuro. No entanto, não são somente os reais que devem preocupar: os maiores esforços devem se dirigir, sim, para o campo da ética e da educação. Neste sentido, até podemos dizer que caminhamos de braços dados para um novo encontro com o que sabemos ser tão familiar como o que nem mesmo podemos deixar de saber. Sem conhecimento, sem saber-fazer não podemos avançar muito. Ética do trabalho, valorização do esforço, qualidade e determinação são pressupostos para vencer em qualquer esporte. Que seja este o legado das Olimpíadas no Rio em 2016, para todos nós, tão carentes de bons exemplos e de coerência.


O que os gringos que não ganharam acham disso?

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2.10.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Setembro 29, 2009  
Viver é uma onda!





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29.9.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quarta-feira, Setembro 16, 2009  
Cada instante é um novo instante. Mas incrível mesmo é como cada repetida hora que acontece no mesmo momento do dia pode ter sido única e a mesma...



...e como sempre será.


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16.9.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Segunda-feira, Setembro 07, 2009  
Quais mudanças a Independência do Brasil trouxe de imediato para o país?

A elite proprietária de terras garantiu liberdade econômica, mas no plano social nada mudou. A proclamação da Independência brasileira, em 7 de setembro de 1822, foi um passo decisivo para o início da organização do estado brasileiro. "Significou soberania para que o país pudesse estabelecer suas normas políticas e sua administração pública. Tanto é que dois anos depois, o Brasil já tinha sua primeira constituição", explica Carla Ferretti, professora de História do Brasil da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).
Até hoje há controvérsias entre os estudiosos a respeito da data da Independência e mesmo do papel ativo de D. Pedro I para que ela se efetivasse. “Houve uma pressão muito grande para que isso acontecesse", diz a professora. Isso porque os proprietários rurais e de escravos temiam perder a liberdade econômica que ganharam com a vinda da família Real em 1808 e a abertura dos portos. Quando D. João VI voltou para Portugal em 1820, o clima político indicava que o Brasil sofreria um cerceamento de liberdade novamente.
Esse movimento por liberdade econômica e política não acontecia apenas aqui no país, mas estava propagado por toda a América. “Era um reflexo da independência das colônias americanas”, diz a professora.
A independência, no entanto, não resultou em transformações políticas profundas, nem tampouco sociais, porque D. Pedro já governava o país desde que D. João VI havia voltado para Portugal. “Na verdade foi uma independência sem muitas mudanças no quadro político e social do país”, afirma a historiadora. (Renata Costa - Site Nova Escola)




Que independência, cara pálida? A que nos deixa refém do dinheiro dos ricos e submisso culturalmente? E se os verdadeiros donos desta terra estivessem, o tempo todo, certos?
Mas balança as cadeiras baiana! Nós criamos uma civilização ao nosso modo.. Com o jeitinho brasileiro, em que todas as éticas à moda ocidental têm uma diferente interpretação. E nessa nem Kant, nem Satre têm vez. Aliás, em terras como estas nossas, toda filosofia é suor e cerveja. Que o diga a moçada, que não quer nada com a hora do Brasil!



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7.9.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sexta-feira, Agosto 28, 2009  
Olhares são formas de ver..



Se de repente sentado se tem a visão da paisagem que se deslinda de cima do morro então podemos ver quão grande é o mundo e o quanto ele cabe, mesmo assim, na palma de uma das mãos. A gente nunca sabe de que forma podemos mergulhar naquela piscina de luzes que é uma cidade inteira. Às vezes a vemos tão viva quanto um organismo vivo, em outras sentimo-nos tão solitários quanto num deserto de matizes de uma mesma cor. Tem frio e calor nisso como tem na nossa própria maneira de sentir o clima. Coisa viva isso! Coisa de gente que capta tudo como uma parabólica e pode mesmo projetar muitas coisas em paredes de concreto. Tem mais a ver com o que projetamos do que com a forma como a tela se mostra, porque sozinha ela é apenas forma e poeira.



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28.8.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Agosto 25, 2009  
O que esconde um sorriso?



Fazer uma luminosa presença encanta quem não pode te ver realmente da maneira que és. Se toda a luz puder sair do teu encanto então há um paradigma que não tem sofisma: há em ti uma pessoa carismática. Talvez pudesse caminhar mais leve por isto. Mas sabes que tem, desde então, uma nova responsabilidade no mundo, que é a de cativar a dúvida no sorriso e servir de modelo a quem, por isto, te olhas.

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25.8.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Domingo, Agosto 16, 2009  
Durante uma sessão no plenário do Senado Federal no início de agosto, o ex-presidente e hoje senador Fernando Collor chamou o senador gaúcho Pedro Simon de “parlapatão”.
A palavra “parlapatão” é um adjetivo quem tem sua origem no termo “parlar”. Refere-se a quem gosta de se promover por meio de mentira, ou que gosta de contar vantagens. Como substantivo masculino designa tal indivíduo.
(newsletter@palavradodia.com.br)



Ninguém mais respeita, neste país, os políticos, nem eles mesmos se dão o respeito. Aliás boa parte das coisas por aqui anda carente de seriedade: negócios, economia, cultura. Neste sentido até poderíamos dizer que somos todos parlapatões por deixar que a mentira deste jogo de faz-de-conta se perpetue, e que nos beneficiemos dela. E fazemos isso todos os dias: quando desrespeitamos a lei, sujamos o chão, vendemos o voto, ouvimos porcaria, sorrimos da porcalhada na política, fazemos negócios sem ética, compramos DVD pirata, levamos vantagem indevida, furamos fila.
No entanto, é bom saber que a carência de comportamentos éticos e de coerência entre discurso e prática não nos tira a vontade de que dê certo. O que falta é vencer a preguiça, levantar da cadeira e jogar o lixo no lixo ou até, o que é melhor, reciclá-lo como a boa ética careta manda. Aliás, a gente está é precisando de um banhozinho de caretice urgente..


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16.8.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Segunda-feira, Agosto 10, 2009  

Verdades e recipientes



Objetos opacos dão uma idéia de maciez, no entanto não é isso que os marca. Se Kant tiver razão na sua filosofia de saber da essência da coisa naquilo que lhe é indispensável, então podemos dizer que a qualidade do opaco é não deixar ver o outro lado. Isso é uma identificação pela negação e se cobre de verdade dogmática. Não é translúcido por que não deixa a luz atravessar, absorvendo a maior parte das cores e refletindo alguns dos espectros da luz, fazendo chegar aos nossos olhos uma determinada cor. É uma explicação com elementos dos meus raros conhecimentos de física escolar. Mas existem mais verdades que eu desconheço ou mesmo que o mais investigativo dos físicos ainda não sabe. E não saber também é uma característica do opaco. Neste sentido todo conhecimento carrega em si a carga de opacidade que lhe é peculiar, pois se estende entre o dito, o não-dito e o não-conhecido: qualidades de linguagem e instrumentação de um possível raciocínio lógico. Não deixar ver ou fazer ver algumas das qualidades que o fazem real e definido no espaço é a sua sustentação. E nele se pode guardar, se puder existir em forma de baú ou de parede com porta trancada, o que nele se cobre sem que isto necessariamente lhe faça parte, como o quarto que guarda a mobília e as lembranças ou o aparelho celular que guarda os seus circuitos, segredos industriais e mensagens de amor. Neste sentido conhecer e descrever é, antes, uma nuvem de pensamento compreendida nos recipientes opacos e em ligações moldadas, da mesma fôrma que o bolo de laranja de minha avó, e, mesmo, transformados e limitados por estas formas. Mergulhar na cadeia de átomos que formam as suas redes não é a sua única explicação. Tentar explicar este conjunto, talvez, pode parecer determinar que ele exista pelo seu recipiente sem nunca saber o que há debaixo das camadas sensíveis ou das hipóteses racionais. Talvez, ainda, pensar seja apenas uma limitação deste arcabouço de músculos e ossos que restringe as ondas que passeiam por nosso sistema nervoso. A gente pode nunca nem imaginar o que seria não ter estes limites, até porque todo universo pode ser um grande vasilhame de fluido que se movimenta no caldeirão, prestes a virar bolo. Aliás, ninguém nunca vai saber como é que só minha avó faz aquele bolo de laranja: existe alguma coisa que ela esconde na massa que nunca descobriremos por que ela não quer contar, ou até mesmo que nem ela saiba o que é.


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10.8.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Agosto 04, 2009  
Quando tem gente espionando o que não é da conta...



Questão de foco



Eu gosto de andar em linha reta, de móveis retos, de paralelas. Ando sempre em linha reta, passo por avenidas certas e não gosto de curvar. Vivo andando certamente e dispenso reviravoltas, curto cinema reto, música reta e seca, adversário certeiro, casa simples, novela calculada, trigonometria e formas condensadas. A questão é sempre a mesma e não há complexidade que resista: as pessoas circulam fatos isolados com curvas sem tangência definida e perdem tanto o foco que se esquecem mesmo qual o sentido daquela trajetória. Fixam no topo e acabam desviando por dentro da montanha. Aliás o que tem o sentimento a ver com isso se essa coisa de latino, de ficar bisbilhotando a vida alheia para expressar os próprios sentimentos rechonchudos nos outros, é tão obesa de sentimentalismo sem razão que acaba rolando a escadaria com o primeiro tombo. Falta de foco! Pode até ser que eles estejam procurando a própria falta de objetivo e coragem para se assumir nos outros. Mas, sinceramente, falta paciência de dar tantas voltas pra demonstrar que o que importa é a retidão de caráter e de objetivos se todo mundo já sabe disso. O bom mesmo é parar de olhar pra vida dos outros e caminhar pra frente. Se era pra mostrar pra todo mundo o que estava dentro de seu próprio "círculo" de sentimentos então não precisaria dizer o que digo sem rodeios, em alto e bom som:

- O que é que você tem a ver com isso!?
- Eu cuido do que é meu..

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4.8.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Domingo, Agosto 02, 2009  
A coerência é a relação lógica entre as idéias, pois essas devem se complementar, é o resultado da não-contradição entre as partes de um modelo.



Nem tanto

A gente quer tanta coisa e estar em tantos lugares, não é? Incrível como a gente é tão incoerente na maioria dos aspectos do pensamento e das ações. Se, eventualmente, expressamos um ponto de vista ou uma atitude nós estamos vinculados a esta posição? A gente descobre uma série de coisas na vida e nunca lembra que as coisas que aprenderemos nos tornarão tão diferentes! Talvez seja uma etiqueta dos nossos sonhos e pensamentos a incoerência proposital desvinculada de uma atitude racional. Nós sabemos o que dissemos ou expressamos, mas muitas vezes quando assumimos uma atitude mudamos o passo depois. E isso não é novidade: conheço muitas pessoas que de comunistas revolucionários se tornaram agentes do capital, de empregados irresignados se tornaram patrões exploradores etc. Na verdade a gente nem é obrigado a ser sempre o que diz e viver a coerência todo o tempo. Incoerente é, mesmo, o que nos faz tomar uma posição sem saber até onde se pode ir.


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2.8.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quarta-feira, Julho 29, 2009  


O que é que é o presente mesmo?
O tempo de uma música, o centímetro do passo, o espaço da respiração? Disse algum filósofo que era o encontro do passado com o presente: um fenômeno, uma intersecção. O que mesmo faz pensar é como a linha do tempo leva toda a eternidade pra chegar ao seu limiar e no entanto o fim está tão próximo. Todos os dias tememos que ele chegue e todos os dias nos precavemos deste destino. Quando comemos, respeitamos o sinal, trancamos o portão, andamos com cuidado. Tem tanta coisa que a gente podia ser não fosse a limitação deste algoz, e, no entanto, nunca chegamos distantes de toda esta vulnerabilidade. Nem o nascer nos livra do risco de até mesmo morrer sem ter sequer caminhando sobre a grama verde de algum dia de domingo ou de conhecer a delícia de ter alguém nos braços até a hora de se deixar quase esvair na explosão do orgasmo. E mesmo ele parece ser algo parecido com o fim: não há encontro mais perigoso que o ato sexual, que é quando trocamos todo tipo de anticorpos e nos deixamos entregar desarmados até a hora final. Parece mesmo é que esse é o seu único sentido. Mas e qual o sentido de construir uma vida? Pergunta complexa que não cabe neste textinho que esta perto de acabar. O certo é que mesmo o tempo da pergunta não deixa saber que o seu final vem com a resposta. Às vezes, ela própria nem mesmo é o seu fim, mas um começo, uma porta de tantos outros lugares e funções. A gente não pensa nisso ou muito pouco se pensa na própria finitude. Talvez seja esse o caminho mais correto: deixar ser o que tiver de ser ou moldar um nosso futuro que nunca termina, um que em nossas mentes é eterno como deve ser uma alma ou como deve ser a certeza de que ela nunca se acaba.


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29.7.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sábado, Julho 18, 2009  


Obra em progresso



Um relato da passagem da sintonia de um velho novo mestre - 17/07/09

Os passos rápidos do cantor denunciavam o quão lacônico iria ser o show. De repente ele acaba e sai sem se despedir. Como entrou no ritmo e como aquela hora e meia iria avançar tão rapidamente sobre nós talvez seja exatamente o que quer dizer o demorado Zii e Zie que Caetano defendeu com imagens e uma asa-delta. Sim, havia uma no palco que poderia voar não estivesse presa. E não voou? Passaram umas projeções na tela do fundo enquanto a Banda Cê desfilava os seus redondos rifes de guitarra que a bateria segura do Callado tratava de deixar quadrados como o próprio disco base do show. E era quase todo ele e surpreendeu deixando algumas das suas canções-de-sempre derrotadas pela sonoridade nova que criaram desde . Trem das Cores cantada em tonalidade lisérgica de repente era desconstruída no barulho assimétrico das tantas guitarras. E eram apenas quatro músicos! Sim, mas pareciam uma orquestra tantos eram os sons que eles podiam tirar os quatro naquela sintonia que culminou na fantástica melhor interpretação de Eu sou Neguinha que eu já vi, sampleada ao vivo por Perdeu do disco novo. Era nada a ver e o Rio nas paisagens atrás. O Rio e Salvador. Eu já contei quais foram as músicas que Caetano cantou na abertura? Um medley delicioso de “Tem que ser viola, tem que ser viola”, “Cuduro, cuduro” e “Então cole na corda” entremeada por uma música que não consegui identificar. Caetano continua novo e ao mesmo tempo reitera suas propostas. Isso consegue me fazer lembrar do tanto de coisas que eu gosto e o quanto aquela geração de tropicalistas gerou de arquitetura rica de misturas na música brasileira. Hoje eu gosto de muita coisa, mas do Caetano eu gosto mais.


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18.7.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sábado, Julho 04, 2009  


About our kings



Michael morreu... Viva Michael! A reação deste tudo-que-se-fala sobre o mega ídolo mundial é um misto de euforia e curiosidade. É o resumo de nossa cultura atual: a vida da celebridade se confunde com a sua própria relevância artística e faz com que a sua aparência e atitude seja uma extensão desta obra. Ninguém fez isso como Mr Jackson. A sua própria vida foi enredo de uma história que tende a um surrealismo dos melhores enredos do gênero ou a uma letra de música fantástica. E é isso que vende e se quer fazer adquirir. Ao andar nas ruas do centro da cidade eu percebi que em cada esquina se ouvia ou via uma música do Rei do Pop sendo executada, a despeito de não ser comum por aqui gostar de música em língua estrangeira. Seja num clipe no camelô ou na propaganda do carro de som, todos ouviam e muitos até dançavam os sucessos revividos do recém-morto. Como uma onda que varreu a maior parte do mundo integrado à cultura de consumo todos observam e comentam sem tom crítico o quanto a vida de Michael foi estranha e cheia de coisas fantásticas e o quanto a música influenciou uma geração destes novos-sempre seguidores de hoje. E isso faz ter certeza sobre a influência de Michael Jackson na cultura atual: para o bem e para o mal ele foi a tábua, o exemplo e o esquema de como ser um artista de sucesso nestes nossos dias: ser a sua própria vida, toda ela, a maior parte do conteúdo artístico que as pessoas querem acompanhar e admirar. Resta saber se os outros conseguem ter tanto sucesso nisso quanto o Rei.




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4.7.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quinta-feira, Junho 25, 2009  
Existem amarras que são dificeis de soltar. Como pode ser que alguém não queira viver da melhor forma possível e sem qualquer perspectiva de que isso melhore? Parece que todas as novas distâncias se fazem com um por fazer, uma madeira arriada e uma centelha de descontentamento. É que viver parece ser muito menos um encontro e muito mais um desencontro, um medo de não mais ter, uma coisa tão rigidamente mutável que a qualquer momento tudo pode deixar de ser como é. A verdade é que uma pessoa pode viver da mesma forma a vida inteira e morrer como nasceu: sem mais nada do que dizer senão a lembrança de ter sido e sobrevivido e feito o que era necessário dentro de sua rotina. Quem quer mais, quem quer se emancipar do seu destino, está mais sujeito às correntes de coisas que podem levar a muitos lugares. Andei refletindo que isso tem tantas razões no descontentamento que não se consegue ver que quando mais fundo se cava mais terra fica pra trás. Podemos, por fim, e isso talvez seja regra, chegar em um outro lugar: tão bom e tão ruim quanto o outro. E isso pode causar tanto angústia quanto novas perspectivas, mas talvez não consiga nos eximir do desconcerto de ter de se moldar a um novo recipiente ou de encontrar uma outra forma de ver o horizonte: afinal, quanto mais a gente sobe mais ele se abre e mostra tantos novos contornos quanto nosso fôlego e capacidade de se adequar à estas diferentes vertigens.



Tenho dito!

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25.6.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sábado, Junho 13, 2009  
O que é preciso entender?
Que o futuro não existe; Que mesmo a verdade é relativa; Que o céu só é azul por alguns momentos do dia; Que o aquecimento econômico destroi a Terra mais rápido; Que mesmo o maior dos livros não explica tudo.
Isso todo mundo sabe.. O que tem que se saber é se tudo vai se arranjar..
Tudo muda.



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13.6.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quinta-feira, Maio 28, 2009  

Sanidade





O olho direito andava meio repuxando enquanto havia pecebido que sua esposa o cobrava ainda colocar o chuveiro elétrico no banheiro de trás. Sabia qual seria o texto e se antecipava dizendo que não tinha tempo nem dinheiro. Talvez fosse a vida dele reclamar destas faltas. A ela não bastavam argumentos sinceros ou furados: continuava a falar e não se contentava em esgotar o assunto: dirigia-se a ele, aos filhos, ao pedreiro da vizinha, mostrava tudo a quem chegava e reclamava mais algumas vezes que nada funcionava. Sua espera havia de ser mais inconsciente pois guardava um pouco de sua sanidade em algum espaço entre as orelhas quando mergulhava pra dentro dos olhos e furava o turbilhão da onda pra encontrar um lago calmo de aguas quentes e silêncio quebrado pelo soluço compassado da onda no barco. Antonio ali tinha vida de rei, e equanto desfilava sua majestade encontrava todo tipo de peixinho e ser aquático ladeando o corte na água que, ainda que incisivo, marcava o inquietantemente assimétrico curso que tomava o barquinho claro enfeitado. Talvez fosse uma espécie de olho do furacão mas ele não se preocupava em saber a natureza daquele refúgio, embora soubesse que não cabe mais muita gente neste mergulho, nem caberia mais outra suspensão enquanto tivesse que pagar as contas que explodiam umas contras outras e se saldavam elas próprias dentro de uma misteriosa aritmética que despertava sua razão prática e o puxava do mergulho para fazê-lo repirar fundo e sentir os pulmões apertados encherem-se de ar novamente embora não se tenham enchido completamente há muito tempo.


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28.5.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Domingo, Maio 24, 2009  

De mudança



Existem fases da vida em que as coisas arrastam-se no compassado ritmo da rotina. Já em outros, todo tipo de coisa acontece. É porque uma coisa leva à outra? Parece que a resposta não dá pra dizer em quantidade de mudança, nem em comparação com o fogo que queima e se alastra com facilidade. Isso tudo pode ser muito pouco diante da quantidade de coisas que certas pessoas fazem num dia só, quando um mesmo dia parece ter sido muitos e pouca coisa se mostra um desafio. Pode até ser isso mesmo: quanto mais corrida e acelerada é a vida mais a pessoa se acostuma com o tudo-mudado que isso é sua rotina. Mas transformação verdadeira é coisa que não sabemos em que lugar acaba. Bom mesmo é quando percebemos que é pra o bem, que tudo vai dar certo, que um certo olhar auspicioso desmonta qualquer incerteza. Fazer a coisa certa pode ser uma maneira de olhar o futuro.





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24.5.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Segunda-feira, Abril 20, 2009  

Diário





Achava que pudesse estar no centro pelo fato de querer ser tão normal quanto os outros. E de certa maneira a verdade foi sempre o fato de ser tão igual e sujeito a ilusões e erros de percepção mesmo, ainda quando era um adolescente invisível e achava que podia saber e resolver tudo e abrir os olhos numa outra dimensão de coisas que podia fazer. Tem uma mansão cheia de coisas inúteis que pude fazer com isso. Numa vitrine de peças carismáticas e dentro do olho de vidro que, no meio do caleidoscópio, olha apenas a sua opacidade, pensei que pudesse ser melhor visto quando conseguisse ser desejável pelo fato de ser corajoso e correto. Talvez isso não sirva pra nada: muito pouco disso adianta.


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20.4.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Domingo, Abril 19, 2009  


Tomando de enlatados.
Muito igual ao que sempre existiu..

(Foto: Pop-art do mesmo feijão)


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19.4.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Segunda-feira, Abril 06, 2009  

6.4.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Domingo, Março 29, 2009  

Toda sentença





Porque tudo muda..
Tudo renasce quando morre
Tudo sonha rever
Tudo chora partida
D'um tudo muito pouco
Que muito pode ser
O quanto a vida corre
O quanto tudo é viver..

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29.3.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quinta-feira, Março 19, 2009  


Expansão do Universo



Uma das maiores descobertas do século foi sem dúvida o fato de que o Universo está em expansão . Por muito tempo pensou-se que, descontado o movimento aparente das estrelas devido à órbita da Terra ao redor do Sol, o Universo seria estático, imutável. O próprio Albert Einstein acreditava em um Universo estático, pois não havia evidências experimentais do contrário. Em 1929, o astrônomo americano Edwin Hubble observou que as galáxias estão se afastando de nós, ou seja, que o Universo está em expansão .

Para obter este resultado Hubble usou o chamado efeito Doppler. Todos que assistem a uma corrida de fórmula 1 percebem que os carros de corrida fazem barulhos diferentes se estão se aproximando ou afastando do microfone. O som é mais agudo quando eles estão se aproximando e mais grave quando se afastam do microfone. A mesma coisa acontece com o barulho da sirene de uma ambulância correndo nas ruas. Esta mudança no comportamento do som devido ao movimento de sua fonte com relação ao ouvinte é um exemplo do efeito Doppler. Este fenômeno ocorre com todos os tipos de onda, não apenas as ondas sonoras. Em particular, a luz, que é uma onda eletromagnética, também apresenta o efeito Doppler, mas o que muda é a cor associada à luz. Uma luz torna-se mais azulada ou avermelhada caso a sua fonte esteja se aproximando ou afastando do observador.

Hubble comparou a luz de diversas galáxias com uma luz padrão aqui na Terra e verificou que todas as galáxias mais distantes apresentam uma luz mais avermelhada que o normal, indicando que elas estão se afastando da Terra. O Universo não é estático!

Hubble também descobriu que quanto mais longe a galáxia, maior a velocidade com a qual ela se afasta de nós. Este fato ficou conhecido como a Lei de Hubble.

Mas será então que estamos no centro do Universo, afinal de contas todas as galáxias estão se afastando de nós?
Para responder a esta pergunta vamos voltar à analogia do balão com as manchas pintadas a caneta representando galáxias. A expansão do Universo é representada pelo enchimento do balão . À medida que o balão enche, as galáxias (manchas) vão se afastando uma das outras. De fato, formiguinhas posicionadas em cada mancha veriam todas as outras manchas se afastando dela. Cada formiguinha pensaria que está no centro da expansão , mas de fato não existe um centro!

(Encontro Nacional de Fisica de Particulas e Campos / 2000-03-24)
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19.3.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Março 10, 2009  

O Incrível Dirigível



Mas o que todas essas pessoas estavam vendo cem anos atrás? Uma coisa que é certa é que elas não estavam vendo nenhum dirigível real.

Dirigíveis existiam na época, é verdade. O dirigível "La France" tinha voado um curso circular controlado em 1885 fora de Paris, e na Alemanha o Conde Zepelim estava construindo seu primeiro "Luftschiff" no Lago Constance. Esforços para construir uma máquina voadora dirigível na América datam de tão cedo quanto 1865, quando Solomon Andrews de Perth Amboy voou seu Aereon contra o vento em Nova Jersey. Em 1867, Frederick Marriott de São Francisco construiu uma nave chamada Avitor que teve muitas de suas características mencionadas em relatos do dirigível misterioso - uma fuselagem em forma de charuto e asas. Um modelo em escala voou, mas Marriott nunca construiu uma versão tripulada.

Mas nenhum dos dirigíveis em existência em 1896 poderia voar mais que algumas milhas no ar parado. Não seria antes de pelo menos vinte anos que um dirigível que poderia voar de São Francisco para Chicago existisse. E o simples pensamento de tentar pousar um blimp primitivo nas Montanhas Rochosas e Grandes Planícies durante o inverno - presumivelmente sem uma tripulação de chão - era tenebroso, para dizer isto suavemente.

A explicação popular em círculos OVNI é que o dirigível não era o produto da tecnologia terrestre de 1896. Obviamente deveria ter sido uma nave de outro mundo - ou várias naves, uma vez que as luzes foram vistas em lugares extensamente separados ao mesmo tempo. É impossível provar que não havia nenhuma espaçonave alienígena sobrevoando a América em 1897; se uma pessoa acredita ou não é puramente uma questão de fé. Mas há outras explicações que são mais prováveis, embora não tão cativantes.


(James L. Cambias, publicado em Balloon Life, tradução autorizada)



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10.3.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sábado, Março 07, 2009  


Às vezes pode ser um milagre...


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7.3.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Fevereiro 24, 2009  


Percorrer cada caminho exige concentração na estrada.


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24.2.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sábado, Fevereiro 14, 2009  


Hoje começa a Era de Aquarius (14/2/09)

De acordo com os cálculos de diferentes estudiosos da astrologia, as datas prováveis aproximadas para entrada na Era de Aquarius serão 2638 d.C. (Elsa M. Glover), 2654 d.C. (Max Heindel), 2680 d.C. (Shepherd Simpson) ou 2009 d.C. (Renê Müller).

Acerca dos efeitos visíveis na humanidade, é relatado que temos estado já a sentir as influências de Aquarius (designado como Orbe de influência) no desenvolvimento acelerado a nível individual, social, cultural, científico e tecnológico e na globalização ocorridos por todo o século XX.

Prediz-se que a Era Aquariana será uma era de fraternidade universal baseada na razão onde será possível solucionar os problemas sociais de maneira equitativa para todos e com grandiosas oportunidades para o desenvolvimento intelectual e espiritual, dado que Aquarius é um signo aéreo, científico, intelectual e o seu planeta regente, Uranus, é associado com a intuição (conhecimento acima da razão) e percepções directas do coração e, a nível mundano, este planeta rege a electricidade e tecnologia.
(Wikipédia)

Independentemente de acreditar ou não, está mais do que na hora de uma nova era de paz e tolerância.

Todo mundo é igual e ninguém é indiferente!


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14.2.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009  
Fantástico mundo real



Quem mais pode dizer que o fantástico é ver algo de bom acontecer em meio a tanto não-mais? Parece que o bom mesmo é crer na impossibilidade do sorriso da criança diante da bomba. Será? Fazer mais perguntas aos que não sabem o que fazer é jogar toda conversa ao vento. Diante da incredulidade o mundo parece querer acreditar em heróis. Como se eles, de fato, existissem e não fossem uma fumaça do pouco de mágico que acontece a cada dia. Poder-se-ia dizer, até, que não há milagres. Aliás, milagre mesmo é viver e, talvez, possamos dizer pra nós mesmos que eles existem..
Acreditar é sempre melhor que o não.


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5.2.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009  


O que não dizer do por que não dizer?


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2.2.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Janeiro 27, 2009  


Ideal

Aquela, que eu adoro, não é feita
De lírios nem de rosas purpurinas,
Não tem as formas lânguidas, divinas
Da antiga Vênus de cintura estreita...
Não é a Circe, cuja mão suspeita
Compõe filtros mortas entre ruínas,
Nem a Amazona, que se agarra às crinas
Dum corcel e combate satisfeita...

A mim mesmo pergunto, e não atino
Com o nome que se dê a essa visão,
Que ora amostra ora esconde o meu destino...

E como uma miragem que entrevejo,
Ideal, que nasceu na solidão,
Nuvem, sonho impalpável do Desejo...

(Antero de Quental)



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27.1.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Domingo, Janeiro 25, 2009  
Pra quem tem sangue nas veias.



A. O sistema venoso das extremidades inferiores é semelhante a uma escada composta por três seções:

1. Sistema venoso profundo – veias femural, poplítea e tibial.
2. Sistema venoso superficial – veia safena magna ou interna e veia safena parva ou externa.
3. Veias perfurantes ou comunicantes – ligam o sistema profundo e o superficial.


Rasgo silêncios plantados nos jardins Ancorados nas falésias de barro Que ergui além, longe de mim. Do eco brotado desse ato fugaz erigi um velhonovo retrato em pretobrancocarmim. Multicolor! Simples, assim! (Fernanda Passos)


Sangue circula com tempo. É relógio a vida, é o pulsar do músculo no peito. Não tem vida sem sangue, por mais pulsar que haja na estrela. Há menos sangue na vida que no aconchego. Circula do coração o não sentir do tempo, o tempo que circula impaciente no verso do eco do vácuo do silêncio do barro que somos nós.


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25.1.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Terça-feira, Janeiro 20, 2009  


Sem parede visível



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20.1.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

Sábado, Janeiro 17, 2009  
Casamentos me intrigam: a coisa mais velha do mundo continua sendo uma aposta de felicidade. Na verdade significa uma promessa de que nos próximos muitos dias de sua vida você vai acordar com a certeza de que a primeira percepção será sempre a presença de outro mundo ao lado do seu..

Eis o de meu irmão:




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17.1.09 COMENTÁRIOS E LIÇÕES DE MORAL:

 
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